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| Em São Paulo espaço público por excelência além de cartão postal |
Espaço
público possui definição muito simples. Todo espaço em que o direito de ir e
vir não seja restringido de qualquer forma e que não pertença a entidades
privadas é espaço público, logo a rua é, por excelência, um deles, mas... há outras definições mais abrangentes.
Pode também ser
considerado um espaço público local em que não seja necessária identificação e
pessoas não precisem pagar para entrar e/ou circular. Neste caso, uma série de
prédios como shoppings, teatros,
hospitais, igrejas, alguns prédios públicos e – talvez forçando um pouco –
lojas poderiam entrar na lista.
O ser
humano é e sempre foi um ser social. O encontro em locais públicos como as
antigas ágoras ou então as praças eram rituais, mas, com o mundo globalizado de
atualmente, é comum ver a diminuição do número de pessoas nestes locais.
Muito agora ocorre na esfera das telecomunicações e da Internet, onde todos
estão conectados e, teoricamente, podem ir e vir a qualquer hora.
Porém, não
são todos que possuem acesso a ela. Apesar de desejo e um dos objetivos
mundiais – afinal foi adicionado à carta de direitos humanos que a Internet é
um direito básico – que sejam inclusas todas as pessoas, isto torna a Internet
ainda um espaço privado.
Espaço
privado que tem já tem grande proporção e voz, mas sofre com certos
impedimentos. O que se faz na Internet tem efeito sobre o mundo não virtual,
mas de maneira reduzida. Um exemplo simples seria o caso de abaixos-assinados
que normalmente circulam pelos meios eletrônicos.
É muito fácil conseguir um
milhão de assinaturas ou qualquer número expressivo de votos para alcançar dado
objetivo, porém, para um protesto ou manifestação pública o número não costuma
passar da casa das centenas.
Hoje temos
uma situação de grande movimento, mas pouco resultado em se tratando da
Internet. É como se a quantidade de pessoas neste espaço não contasse ou
contasse muito pouco; como se a insatisfação ocorrida nesta nova rua – que na verdade não é rua, mas almeja ser – fosse café com leite. Já eventos
como o Carnaval ou mesmo a Parada Gay, que reúnem milhões, continuam tendo seu
destaque nas diversas mídias. O número de pessoas é sempre contado. Imagens
sempre feitas. Sempre textos escritos a respeito e sempre em pauta nos dias que
seguem.
Claro, cabe
perguntar se estes eventos, ou qualquer manifestação que atinja tamanho
público, continuam a ganhar destaque porque o número de satisfeitos e/ou
insatisfeitos torna-se mais tangível ou mesmo se as reclamações da Internet não
são dignas de nota.
Mas uma
coisa podemos afirmar. Apesar de novas ruas surgirem e as pessoas estarem mais
conectadas e globalizadas, a rua
continua a mesma.
Moises Athayde, Marcelo Rocha, Emilío Portugal, Daniel Resendes e Danilo Pedrini
Moises Athayde, Marcelo Rocha, Emilío Portugal, Daniel Resendes e Danilo Pedrini

























