A interpretação da Identidade cultural africana no ocidente
“O perigo de uma única história”.
Como o mundo vê :
Como os brasileiros veem:
Como realmente é:
O senso comum sobre a
África que aparece nos relatos de cientistas e exploradores europeus até o
século XIX é o de uma região sem História, onde os seres humanos viviam como
sempre tinham vivido na pré história, e esse conceito de – África foi sendo
difundido para o mundo e pregado para os próprios africanos, o que tornou o
passado africano invisível para ela(África).
O fenômeno da globalização contribuiu para romper
fronteiras, integrando e conectando pessoas de todos os lugares do globo,
transformando o mundo numa verdadeira aldeia global.
Quando nos referimos à identidade cultural
africana, referimo-nos ao sentimento de pertencimento a esta cultura, ou seja,
culturas na quais, africanos nasceram e absorveram, ao longo de suas vidas.
Ressaltamos aqui, que esta identidade não é uma identidade natural,
geneticamente herdada, ela é construída como herança de um
passado de exploração, abuso e violência - A imagem refletida para o mundo em
relação a este continente, dono das maiores riquezas naturais do mundo, berço
da humanidade, aonde veio ao mundo Cristo, são imagens distorcidas, que ao
invés de mostrar sua verdadeira identidade reforça uma visão estereotipada
errônea, para nossa sociedade que por não ter conhecimento absorve estas
informações transmitidas como sendo verdade absoluta, sem parar para analisar e
refletir no conteúdo que estão absorvendo e até mesmo disseminando.
“A medida em que as
culturas nacionais tornam-se mais expostas a influências externas, é difícil
conservar as identidades culturais intactas ou impedir que elas se tornem
enfraquecidas através do bombardeamento e da infiltração cultural” (Hall,
1999: 74).
Com os conceitos válidos hoje acerca de identidade cultural na modernidade,
resultado, da globalização temos
que nos colocar em um diálogo no qual imaginemos que podemos aprender com o
outro, por meio do engajamento com outras culturas. Tratar com credibilidade
outra cultura fortalece uma ideia de comunidade global na qual todos são
importantes. Sabemos que para as massas em nosso país aceitar e respeitar a
cultura da Europa é socialmente aceitável mais queremos despertar um senso
crítico capaz de ir além de questões midiáticas trazendo maturidade para mostrar a importância de levar a sério a
cultura africana e submetê-la ao mesmo padrão crítico que se usa para a sua.
Não queremos dizer que nada disso
aconteceu, criar um filme Hollywoodiano apenas com as riquezas e o que existe
de melhor em cada um dos países. Claro, África é um continente repleto de catástrofes,
há as enormes, como as terríveis violações no Congo, e há as depressivas, como
o fato de 5.000 pessoas candidatarem-se a uma vaga de emprego na Nigéria. Mas
há outras histórias que não são sobre catástrofes. E é muito importante, é
igualmente importante, falar sobre elas. Mas insistir somente nessas histórias
negativas é superficializar e negligenciar as muitas outras histórias que
formão está nação. A “única história cria estereótipos”. E o problema com
estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles
fazem um história tornar-se a única história.
Vale a pena conferir o vídeo Chimamanda Adichie:
“O perigo de uma única história” Onde uma
contadora de histórias, negra, nigeriana, conta algumas situações que vivenciou
na qual, pessoas a enxergavam com pena apenas por ser da áfrica e espantados
por ela falar inglês e não ter uma música tribal medonha como hino de sua
pátria. ( http://www.youtube.com/watch?v=ZUtLR1ZWtEY )
Nomes: Gabriela Vallim, Lethicia Lopes, Letícia Evellyn, Paloma Crisostomo.



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