quinta-feira, 4 de abril de 2013


A interpretação da Identidade cultural africana no ocidente
“O perigo de uma única história”.

Como o mundo vê :


Como os brasileiros veem:

Como realmente é:


     O senso comum sobre a África que aparece nos relatos de cientistas e exploradores europeus até o século XIX é o de uma região sem História, onde os seres humanos viviam como sempre tinham vivido na pré história, e esse conceito de – África foi sendo difundido para o mundo e pregado para os próprios africanos, o que tornou o passado africano invisível para ela(África). 

     O fenômeno da globalização contribuiu para romper fronteiras, integrando e conectando pessoas de todos os lugares do globo, transformando o mundo numa verdadeira aldeia global.

     Quando nos referimos à identidade cultural africana, referimo-nos ao sentimento de pertencimento a esta cultura, ou seja, culturas na quais, africanos nasceram e absorveram, ao longo de suas vidas. Ressaltamos aqui, que esta identidade não é uma identidade natural, geneticamente herdada, ela é construída como herança de um passado de exploração, abuso e violência - A imagem refletida para o mundo em relação a este continente, dono das maiores riquezas naturais do mundo, berço da humanidade, aonde veio ao mundo Cristo, são imagens distorcidas, que ao invés de mostrar sua verdadeira identidade reforça uma visão estereotipada errônea, para nossa sociedade que por não ter conhecimento absorve estas informações transmitidas como sendo verdade absoluta, sem parar para analisar e refletir no conteúdo que estão absorvendo e até mesmo disseminando.
“A medida em que as culturas nacionais tornam-se mais expostas a influências externas, é difícil conservar as identidades culturais intactas ou impedir que elas se tornem enfraquecidas através do bombardeamento e da infiltração cultural” (Hall, 1999: 74).

     Com os conceitos válidos hoje acerca de identidade cultural na modernidade, resultado, da globalização temos que nos colocar em um diálogo no qual imaginemos que podemos aprender com o outro, por meio do engajamento com outras culturas. Tratar com credibilidade outra cultura fortalece uma ideia de comunidade global na qual todos são importantes. Sabemos que para as massas em nosso país aceitar e respeitar a cultura da Europa é socialmente aceitável mais queremos despertar um senso crítico capaz de ir além de questões midiáticas trazendo maturidade  para mostrar a importância de levar a sério a cultura africana e submetê-la ao mesmo padrão crítico que se usa para a sua.



      Não queremos dizer que nada disso aconteceu, criar um filme Hollywoodiano apenas com as riquezas e o que existe de melhor em cada um dos países. Claro, África é um continente repleto de catástrofes, há as enormes, como as terríveis violações no Congo, e há as depressivas, como o fato de 5.000 pessoas candidatarem-se a uma vaga de emprego na Nigéria. Mas há outras histórias que não são sobre catástrofes. E é muito importante, é igualmente importante, falar sobre elas. Mas insistir somente nessas histórias negativas é superficializar e negligenciar as muitas outras histórias que formão está nação. A “única história cria estereótipos”. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem um história tornar-se a única história.



     Vale a pena conferir o vídeo Chimamanda Adichie: “O perigo de uma única história”  Onde uma contadora de histórias, negra, nigeriana, conta algumas situações que vivenciou na qual, pessoas a enxergavam com pena apenas por ser da áfrica e espantados por ela falar inglês e não ter uma música tribal medonha como hino de sua pátria. ( http://www.youtube.com/watch?v=ZUtLR1ZWtEY )


Nomes: Gabriela Vallim, Lethicia Lopes, Letícia Evellyn, Paloma Crisostomo.

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