sexta-feira, 5 de abril de 2013

Globalização no Cinema – A Rede Social


Houve um tempo em que o Cinema servia apenas como entretenimento e mais nada além disso. Quando George Meliès mostrou que a máquina criada pelos irmãos Lumiere podia ser algo além de um mero experimento científico, começou a dar a essa ideia de imagens em movimento um sentido que mudou o mundo. Mas o Cinema continuou em constante mutação com o passar dos anos. Surgiram os filmes com uma estrutura narrativa, gêneros e estrelas. Mesmo quando ele passou a ser considerada a Sétima Arte, o estigma de ser “apenas entretenimento” continuou.
No entanto, não demorou muito para diretores e roteiristas perceberem o potencial do Cinema como uma forma de comunicação com o público. Mostrando diferentes histórias, trazendo pontos de vista diversificados, tratando de assuntos recentes, apresentando  personagens memoráveis e fazendo tudo isso não somente como uma forma de entretenimento, mas também – e por que não? - como uma fonte importantissíma para os mais variados assuntos.
 O mundo globalizado de hoje, entretanto, é o que mais impactou no Cinema em toda a sua história. Na vida real, temos um filme todo feito na Índia ganhando o Oscar de Melhor Filme (“Quem Quer Ser um Milionário?”), na ficção, temos os “Piratas do Vale do Silício” reconstruindo o mundo e, mais recentemente, um garoto transformando o modo de se relacionar no nosso mundo e criando um verdadeiro império com isso.

“A Rede Social”, de David Fincher, é de longe, o filme que mais acerta o alvo no trabalho de mostrar um reflexo da realidade atual. O longa apresenta a história da maior rede social dos dias de hoje, nascendo á partir de uma mera vingança de Mark Zuckerberg contra uma ex-namorada, crescendo com a acusação de ser uma ideia roubada, ganhando corpo e força com a adesão de centenas de estudantes norte-americanos e dando os primeiros passos dentro do mundo empresarial com as alianças feitas por Zuckerberg e chegando naquilo que é hoje: Uma febre mundial.
Essa febre colabora demais dentro do mundo globalizado que temos hoje em dia, afinal de contas, as redes sociais conseguiram aproximar pessoas de continentes diferentes, fazendo-as trocar histórias,  conhecer culturas diferentes e fazendo tudo isso, ela acaba se tornando um elo entre essas pessoas.
É importante lembrar também que mesmo com tantos pontos positivos, ainda existem pontos negativos em tanta ligação as redes sociais, onde a pessoa se esquece do “mundo real” e a cena final do longa parece resumir o modo de muitas pessoas pensarem hoje em dia: conectado ao Facebook, seu criador Mark acha o perfil da ex-namorada, a mulher que deu início a tudo aquilo. No “mundo real”, ele sabe que jamais falará com ela novamente. Mas nada o impede de adicioná-la como amiga no Facebook afinal, é uma amizade separada por um clique.


O Facebook ganhou  um grande destaque no mercado consumidor e midiático no mundo graças ao cinema, que soube trabalhar muito bem com o filme, explorando os pontos certos para cativar a curiosidade do público-geral em conhecer mais sobre a história da rede social e suas funcionalidades e atraindo também a mídia, que se interessou no produto que é o Facebook e no que mais ele poderia oferecer aos seus usuários.  
Um fato interessante que merece ser comentado é que depois do cinema alavancar o Facebook para o mundo todo, a rede social também se tornou um meio interessante para divulgação de novidades a respeito de novos filmes. Já que a rede acaba tendo uma proximidade maior com os fãs através de páginas que postam certos conteúdos exclusivos, como foi recentemente feito, por exemplo, com o longa "Homem de Ferro 3", onde o trailer saiu pelo próprio Facebook antes mesmo de ser divulgado pelo YouTube, canal onde essa divulgação normalmente acontece.
Esse trabalho todo que é feito pela indústria cinematográfica prende o interesse das pessoas, conseguindo chamar á atenção do público, intensificando debates, provocando discussões, ensinando, apresentando novos costumes, culturas, pensamentos e  principalmente, não deixando de lado a diversão e entretenimento daqueles que assistem á suas produções. Essa é a indústria cinematográfica, que faz filmes se tornarem um atrativo não só para o grande público, mas principalmente para a mídia, que consegue trabalhar com temas de diversos filmes em variadas áreas, alcançando ainda mais pessoas e ganhando proporções muito além da sala do cinema.


Bruno Ferreira, Guilherme Luís, Marcelo Silva, Nickolas Ranullo e Victor Meirelles


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